7 caminhos bizarros utilizados por pessoas para chegar ao seu destino

De um lado ao outro do mundo, em qualquer país, seja para ir ao trabalho, para a escola ou para qualquer outro lugar, sempre esperamos que o caminho mais seguro para que possamos chegar o mais rápido possível ao nosso destino, não sejam caminhos bizarros.

Infelizmente, esta não é a realidade de todos. Seja pelo clima, pelo transito intenso, geografia ou qualquer outra intempérie, trouxemos alguns casos de caminhos bizarros a que pessoas se submetem até seu destino final.

Escalando escadas

Crianças subindo escada

Caminhando, de carro com seus pais ou com o ônibus escolar, para algumas crianças, ir à escola é uma rotina simples para se cumprir. Mas não para as crianças do vilarejo Zhang Jiawan, localizado no sul da China.

Diferente das outras crianças, em Zhang Jiawan, ir para a escola é praticar um esporte radical todos os dias. Sua escola foi construída em cima das montanhas de Bandagog e apesar de existir um caminho que leve para o topo da montanha, se torna inviável, por demorar até 4 horas para concluir este trajeto.

A solução foi colocar escadas de madeira, que ajudam os estudantes de pouca idade a escalar a montanha até a escola. Recomendadas a não olharem para baixo durante a subida, não existe grandes medidas que garantam sua segurança. As escadas não são fixadas a montanha, ficando apenas inclinadas a parede da montanha e, embora muito já tenha se feito para que um trajeto com acessibilidade e segurança fosse construído para substituir tais escadas e outros caminhos bizarros, nada foi feito até então pelo governo local.

 

Ladeira a baixo com carros de cesto

Carro de cesto

Oriundos do século 19, os carros de vime, ou carros de cesto como também são chamados, é um meio de transporte hoje muito utilizado por turistas, para descer as colinas do bairro do Monte, até o centro da cidade da Ilha da Madeira, em Portugal.

Muito utilizado pelos habitantes no passado, para percorrer o caminho de 2 quilômetros por cerca de 10 minutos, hoje é empurrado por duas pessoas, vestidas a caráter com as tradicionais roupas brancas de algodão e chapéus de palha.

Ainda hoje é possível ver alguns empresários locais utilizando este meio de transporte. O preço para a descida por estes caminhos bizarros até o centro da cidade é de aproximadamente 30 euros.

 

Atravessando por uma tirolesa

Tirolesa

Sempre que pensamos em tirolesa, logo vem em mente os treinamentos das forças armadas. Na cidade de Acácias, localizada a aproximadamente 65 km da capital da Colômbia, Bogotá, o meio mais rápido para os moradores da região irem de uma montanha a outra, é através de uma corda de aço que fica a 400 metros de altura e conecta a cidade mais próxima.

O perigoso meio de transporte, encurta a viagem em 64 quilômetros e é utilizado inclusive por crianças que estudam na cidade vizinha. A velocidade da travessia é controlada por um garfo de madeira que é pressionado contra os cabos e crianças muito pequenas, são transportadas em bolsas especiais.

Nos últimos anos, um trajeto para caminhada foi estabelecido entre as montanhas, permitindo a travessia caminhando por 2 horas. Mesmo assim, os cabos de aço, por serem o meio ainda mais rápido de travessia, continuam sendo utilizados para o transporte de pessoas e mercadorias.

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Nadando pelo rio

Benjamin David Nadando

Benjamin David, é um cidadão de 42 anos de idade que reside e trabalha na cidade de Munique, na Alemanha. Todos os dias, Benjamin sai para o seu trabalho e vai até a beira do rio Isar, coloca todos os seus pertences, incluindo eletrônicos e suas roupas, dentro de uma bolsa impermeável, coloca sua roupa de banho e pula para dentro do rio.

Como ele trabalha em um bar a beira do rio Isar, todos os dias, no mesmo horário, David faz o mesmo ritual, pula dentro do rio, e nada por 2 quilômetros até seu trabalho. David relata que nada a favor da correnteza e é ajudado pela bolsa inflável que carrega. O trajeto leva apenas 12 minutos para ser concluído e afirma que sua jornada é mais relaxada, porém, por precaução, também utiliza sandálias de borracha para se proteger de qualquer objeto que esteja no leito do rio.

 

De parapente nas alturas

Parapente

Paul Cox, morador da cidade de Anglesey, no País de Gales, vai para o trabalho de um meio nada habitual. Diariamente, Paul que é superintendente da Marinha Real, veste seu parapente e voa por 16 quilômetros até o seu destino, em Holyhead Boatyard aonde trabalha.

Apesar de todo o preparo para poder decolar e chegar ao seu destino em segurança, Paul afirma que “simplesmente ama estar lá em cima. Isso realmente faz você apreciar a beleza da costa”.

 

Carrinho de trilho

Carro de trilho Filipinas

Apesar da beleza natural das inúmeras ilhas que formam as Filipinas, a desigualdade social ainda é um problema para o país. O alto índice de desempregados, exige da população desfavorecida procurar meios de geração de renda e subsistência.

Muitas delas, inclusive sem tetos na cidade de Manila, fornecem o serviço de transporte popular extremamente perigoso para os habitantes locais. Os pequenos carros de trilho, adaptados com bancos de madeira, servem de transporte para centenas de pessoas através das linhas de trem, ainda em operação, existentes na região.

Por ser uma opção mais barata, ao custo de 2 centavos de dólar o quilômetro, os usuários desconsideram o enorme risco existente ao ser transportado caminhos bizarros em uma linha de trem ainda em operação. Apesar do costume com os horários de passagem dos trens, mortes acontecem com frequência, já que alguns, não conseguem escapar a tempo.

 

Remando pelo rio

Homem remando

Gabriel Horchler, ao ir para o seu trabalho de moto, se deparava quase que diariamente com o trânsito intenso na cidade de Cheverly, nos Estados Unidos. Foi então que ele se deparou olhando para o rio Anacostia e passou a ir para o seu trabalho remando.

Por 15 anos, Gabriel Horchler pedalou de sua casa até o parque Bladensburg Waterfront Park e lá, embarca e rema rio abaixo por aproximadamente 8 quilômetros até Anacostia Community Boathouse. Com seu barco estacionado, ele pega outra bicicleta e vai pedalando pelo centro de Washington até chegar ao seu local de trabalho, a Biblioteca do Congresso.

A decisão para Horchler ir para seu trabalho desta forma, não se deu somente para evitar os engarrafamentos, mas também para ter uma vida mais saudável e por gostar de estar ao ar livre com a natureza.Hoje, já aposentado, ainda é possível encontra-lo remando pelo rio Anacostia.

Crédito imagem: pxhere / pinterest

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