Ácido Acetilsalicílico ou AAS

O ácido acetilsalicílico ou AAS é um fármaco muito utilizado como analgésico, antitérmico e até como antiinflamatório. A Aspirina é um dos medicamentos mais consumidos no mundo e estima-se que seja em torno de 40.000 comprimidos por ano. Consta na lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde.

A Origem do AAS ou Aspirina

O ácido acetilsalicílico é um derivado do ácido salicílico encontrado nas folhas do Salgueiro, Murta e outras plantas. Anotações datadas de 1.500 a.C. chamados de papiros de Ebers recomendava o uso de chá de folhas secas de murta para o alivio de dores articulares. Entretanto, Hipócrates o pai da medicina moderna já prescrevia o suco da casca do salgueiro como analgésico na hora do parto e antitérmico para febre.

Porém o composto só foi sintetizado pela primeira vez por Charles Frédéric Gerhardt, um professor de química francês em Montpellier no ano de 1853 mas não conseguiu usar o produto na época. Entretanto em 1899 os laboratórios Bayer adquiriram o produto e o chamaram de Aspirina. 

Inegavelmente o Acido Acetilsalicílico ficou popular com o nome de Aspirina que passou a ser comercializada pelo mundo todo pela Bayer até os dias de hoje.

Ácido Acetilsalicílico ou AAS

Primordialmente é muito usado como analgésico mas é um antiinflamatório não esteroide (AINE) cujo uso prolongado ajuda na prevenção de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral e coágulos em pessoas suscetíveis a trombos. Além disso pode prevenir cancro colorretal.

Analogamente, o fármaco é ideal para tratar doenças específicas como febre reumática, pericardite e síndrome de Kawasaki. Entretanto não é indicado para pessoas com suspeita de Dengue. A doença causa uma queda do número de plaquetas o que dificulta a coagulação do sangue e o AAS impede que as plaquetas se agreguem para formar coagulação. Assim sendo, pessoas com Dengue podem vir a óbito por hemorragia se usarem o medicamento.

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Efeitos Colaterais

Certamente como todo fármaco o AAS possui efeitos colaterais como cólicas e dor abdominal, náusea e vômitos, irritação gastrointestinal, úlceras e em crianças pode desencadear síndrome de Reye. Igualmente para aqueles que possuem sensibilidade ao AAS o medicamento não é indicado, pois causará reações alérgicas com sintomas de asma e dermatites.

Entretanto é fundamental, antes de ingerir qualquer medicamento, procurar um médico para ter certeza do tratamento. Inegavelmente todo fármaco possui efeitos desejados e indesejados, mas se usados por quem tem sensibilidade ou na dosagem errada, as consequências podem ser graves e mesmo levar a morte.

 

Créditos da imagem: pxhere

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