Coceira: Descubra o que nos faz coçar uma coceira e outra nem notamos

Coceira! Só em ouvir a palavra já provoca o desejo em algumas pessoas de se coçar. Se você é um destes indivíduos, entenda como algumas coceiras nos causam vontade de coçar e porque outras não!

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Coceira: para que serve

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Acima de tudo ter uma coceira é algo irritante, principalmente se ocorre em locais de difícil acesso no corpo. Ou quando ocorre em partes onde o ato de se coçar pode ser, no mínimo, constrangedor.

Mas por que nos coçamos? Na verdade, a coceira tem um papel importante no organismo pois serve para nos proteger de sofrer lesões graves na pele por picada de insetos ou por qualquer outro tipo de agente danoso.

Entretanto a muito tempo a ciência tenta explicar o porquê alguns tipos de toque causam coceira e outros não.

Por exemplo, qual o motivo do contato da pele com as roupas ou com as almofadas do sofá não desencadearem o estímulo da coceira, mas a simples menção da palavra coceira já faça muitos de nós se coçar?

 De acordo com um estudo publicado na revista especializada Science a coceira é mais um elemento de proteção do corpo contra agentes danosos e este instinto é tão acentuado em algumas pessoas que chegam a sofrer de sensação de coceira crônica.

Ou seja, só de ouvir falar de insetos ou objetos que normalmente provocariam esta reação na pele, automaticamente o cérebro “fabrica” a sensação e nos força ao ato de coçar.

Contudo os cientistas conseguiram descobrir mais uma informação importante sobre a coceira. Segundo o estudo o corpo possui célula nervosas especializadas para certos estímulos causarem coceira e outros não.

Coceira Seletiva

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A coceira com uma sensação provocada por um estímulo devido ao toque de algum inseto, parasitas ou objeto, diretamente na pele nua. Assim automaticamente nos coçamos no local onde ocorreu o toque para nos proteger de possíveis picadas ou feridas.

Embora o ato de se coçar pareça simples e muitas vezes intuitivo ao invés de racional, o fato é que tudo é muito bem analisado pelo nosso cérebro, ou seja, nada no nosso corpo é feito sem ter sido “pensado” antes.  

O sistema nervoso é formado por inúmeras células nervosas e no meio delas existem um grupo especializado chamado de neurônios inibitórios ou interneurônios inibitórios, localizados na coluna vertebral.

Então para facilitar a compreensão basta ver a coluna vertebral como uma linha telefônica que leva as informações do corpo diretamente para o sistema nervoso central.

Desta forma tudo o que nossa pele capta através do tato é transmitido pela coluna até o cérebro por meio destas células nervosas.

Porém o grupo de neurônios especializados em selecionar o que é importante e o que não é faz uma filtragem, enviando ao cérebro apenas o que for urgente.

Assim é graças a estas células inibitórias que não passamos nos coçando o tempo todo devido ao mero toque das nossas roupas, do ar a nossa volta ou até dos milhões de ácaros microscópicos que andam por nossa pele.

Tudo porque estes estímulos são anulados ainda na coluna vertebral e não chegam ao cérebro. Entretanto quando alguma coisa fere nossa pele de forma agressiva como uma picada de inseto, isto nos causa dor.

Inegavelmente a dor é um sinal de alerta que as células inibitórias classificam como urgente então a informação é levada ao cérebro instantaneamente, para que uma reação de defesa ocorra.

De fato, os cientistas resolveram observar o que acontecia com as cobaias quando estas células especializadas eram inutilizadas, temporariamente, nos camundongos.

O resultado mostrou que os animais começaram a se coçar o tempo todo ao ponto de arrancarem tufos de pelo no processo.

Ou seja, tudo o que entrasse em contato com a pele dos animais provocava o estímulo da coceira e isto explicou o comportamento de certas pessoas que sofrem do transtorno crônico de coceira, síndrome que atinge cerca de 8,4% da população em geral.

Porém a inibição das células nervosas especializadas nos camundongos não alterou a resposta dos animais diante da coceira causada pelas picadas de insetos como mosquitos ou pulgas.

Como resultado estas lesões causam um processo inflamatório bastante irritante na pele, mas os animais reagiram normalmente ao invés de apresentarem uma resposta exagerada.

Diante disto, os cientistas concluíram que a coceira criada por processo inflamatório gera o mesmo estímulo que o sinal de dor e, portanto, são levadas ao cérebro sem passar pelos filtros das células inibitórias.

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Coceira Psicológica

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Ao mesmo tempo há evidências que certas coceiras não têm relação com um estímulo direto na pele, mas sim causadas por elementos psicológicos como stress, ansiedade e até autossugestão.

Por exemplo, quando escutamos alguém falando a respeito de algo que costuma causar coceira como a presença de piolhos ou pulgas, a maioria das pessoas, através da autossugestão começa a se coçar, pois o psicológico antecipa a sensação de coceira causada pelos insetos desagradáveis.

Por outro lado, pessoas que sofrem de stress e ansiedade são ainda mais sugestionáveis o que as torna muito suscetíveis a coceira psicológica, chamadas de doenças psicossomáticas.

Então se você se identifica com algum destes sintomas, procure a ajuda de um médico especializado em doenças psicossomáticas ou, mesmo, o seu médico de confiança. E não se preocupe, algumas sensações de coceira são contagiosas mesmo para o mais saudável dos indivíduos.

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