Denisovanos, a possível nova espécie de humanoide descoberta em uma caverna tibetana

A história é reescrita anualmente com o progresso da arqueologia em todo o mundo. A algum tempo atrás, os arqueólogos escreveram outro capítulo sobre as origens de uma das espécies humanas mais curiosas já encontradas; os denisovanos.

O que se sabe sobre os denisovanos?

Os denisovanos são conhecidos há algum tempo, mas até agora, havia poucas provas de DNA que realmente sustentassem sua existência. Em 2019, uma descoberta de uma mandíbula, encontrada em uma caverna, foi ligada a esses ancestrais humanos sem qualquer prova. Porém, com a adição das descobertas mais recentes, os cientistas agora têm mais evidências de que essa raça humana realmente existiu.

E o que se sabe sobre esta misteriosa espécie humana, é que eles só habitaram a Ásia no período entre 400.000 – 45.000 aC, e que seu DNA se assemelha com o DNA dos aborígenes australianos e dos tibetanos, que herdaram sua capacidade de sobreviver em condições extremas.

Também se sabe que eles viviam em altitudes incríveis, absolutamente impossíveis de suportar pela grande maioria dos humanos modernos. Por último, mas não menos importante, sabe-se que os denisovanos desapareceram de repente, sem deixar vestígios.

As descobertas que mudaram a história

mandibula denisovano

Todas as descobertas foram centralizadas em um local específico, a Caverna Baishiya Karst. Ela serviu como um santuário budista tibetano durante séculos, na qual, um monge descobriu os primeiros restos mortais dos denisovanos em 1980, porém, só foi classificada como de um hominídeo denisovano a partir das descobertas em escavações mais recentes.

Como um importante local religioso, o acesso à caverna foi difícil de se obter, o que teria sido o principal problema para arqueólogos e cientistas escavarem e pesquisarem livremente.

Embora a mandíbula tenha sido descoberta em 1980 por um monge, os primeiros estudos na caverna ocorreram apenas no ano de 2016, sendo que em 2018, os arqueólogos descobriram ossos de animais antigos com marcas de corte.

No início do ano de 2020, escavações mais profundas no chão congelado da caverna, descobriram muitos ossos de animais de diferentes espécies – gazelas, rinocerontes, raposas. Ainda mais, a equipe também descobriu ferramentas de pedra bruta, mas mais uma vez, nenhum vestígio humano, o que teria sido o maior problema na descoberta de evidências sobre esta espécie humana antiga.

Aqui está o legal – a ciência não requer mais restos humanos para obter DNA. E é assim que a mais recente evidência dessa raça proto-humana foi descoberta. Como você provavelmente deve saber, descartamos nosso próprio DNA a cada movimento que fazemos. Portanto, se alguém precisa do seu DNA, pode simplesmente ir para o seu quarto e ele estará em qualquer lugar.

Com isso, os pesquisadores foram capazes de extrair amostras de DNA dos antigos denisovanos do lugar mais inesperado; nas camadas de sedimentos na caverna. Como o santuário está localizado a mais de 3.000 metros acima do nível do mar e é extremamente frio por dentro, esse ambiente manteve o DNA congelado por milhares de anos.

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O que isso significa para a arqueologia? Embora esse método de extração de DNA não seja tão difundido ainda, uma vez que é absolutamente novo, ainda existem algumas pessoas na área que não acreditam que seja confiável. No entanto, ver o sucesso usando este método de pesquisa significa que o futuro da arqueologia é fica aberto para inúmeras descobertas significativas nos próximos anos.

O fato de os pesquisadores terem encontrado o DNA de denisovanos usando esse método significa que agora eles talvez possam procurá-los em outros habitats possíveis.

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