High Meat é a prática bizarra e perigosa do momento, você sabe por quê?

Os seres humanos possuem alguns hábitos alimentares estranhos, porém explicados pela cultura e história do país de origem destes pratos. Entretanto certos modismos e seus motivos são bizarros, como a nova onda do momento: a prática do High Meat ou “carne alta”. Mas você sabe o que é isso? Venha descobrir com a gente.

High Meat

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Inegavelmente a internet é um veículo que serve tanto para informação e entretenimento, como para desinformação e criação de modismos bizarros. E a nova onda do momento entre os jovens é a prática do High Meat ou na tradução literal “carne alta”.

Ou seja, ao consumir o alimento o efeito colateral é o mesmo do uso de drogas ou álcool. Mas como assim? Bem a bizarrice começa deixando aquele belo bife na geladeira por cerca de dois meses, sim ele estará cheirando mal e visivelmente em processo de decomposição, então basta comer a carne e esperar os seus efeitos.

De acordo com “The Mirror jornal” essa história teria começado com um jovem sueco chamado Daniel Larsoon de 27 anos que teria seguido a indicação deum amigo, praticante deste hábito duvidoso a cerca de um ano.

Segundo Daniel ele se diverte ao acompanhar o processo das bactérias atuando na carne e transformando sua aparência. Depois de ingerir o alimento, o efeito é o equivalente a beber de algumas doses de cerveja, ou seja, uma euforia e relaxamento. Além disso ele diz que o sabor não é ruim pois lembra carne de caranguejo e o cheiro de podre não o incomoda.

O jovem ainda afirma que apenas ele come a carne deste jeito enquanto sua namorada e a maioria dos seus conhecidos sentem aversão a esta prática. Aliás é bem óbvio que ele ignora os riscos à saúde ao comer carne nestas condições.

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Bem, as bactérias que o jovem sueco adora observar “atuando” e crescendo na carne também são responsáveis por intoxicações graves, pois as toxinas produzidas por estes micro-organismos causam vômitos, diarreias, dores abdominais, dores de cabeça entre outros.Mas isso nos casos mais leves, porém em situações graves, a intoxicação alimentar pode levar a morte.

E a razão é simples: a maioria das pessoas não sabem ou esquecem que toda a carne que consumimos possuem uma quantidade muito pequena e controlada de micro-organismos perigosos como salmonelas e coliformes fecais.

Entretanto basta ficas duas horas fora da refrigeração para que estes micro-organismos comecem a se reproduzir e alcançando uma quantidade tóxica para o consumo humano.

Tanto que segundo especialistas em microbiologia como Eduardo Tondo professor e mestre em microbiologia agrícola e do Ambiente da UFRGS “a carne de muito boa qualidade tem coliformes fecais, isso é normal, mas em níveis baixos”. Por isso há duas formas de preservar a carne crua.

 A primeira é congelando o alimento fresco em temperatura inferior a -18graus C e a outra é mantendo o alimento em refrigeração constante entre 5 graus C e 7 graus C por no máximo cinco dias, pois a partir disto a carne já começa a se deteriorar e os níveis de bactérias nocivas aumentam ao ponto de causarem intoxicação.

Por isso essa prática do High Meat é muito perigosa e certamente um péssimo exemplo a ser seguido. Afinal só porque alguém comeu e não apresentou sintomas óbvios não quer dizer que o mesmo aconteça com você. Então evite essa moda e invista seu tempo em algo que traga mais saúde ao seu dia a dia ao invés de ganhar uma temporada no hospital.

Crédito de imagem no post: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/novo-desafio-da-web-incentiva-jovens-a-comer-carne-podre-para-ficar-drogado/ ; pixabay.com imagem desease-ga837958 jpg.

Capa: pixabay.com zombie-g 1190cd5…jpg.

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