O Polo Norte vai se tornar um deserto

Com a mudança climática, as altas temperaturas que gradativamente vem derretendo o gelo do oceano Ártico, ocasionem um completo degelo na estação do verão. Equipes de cientistas estão tentando entender o que está acontecendo no Polo Norte, antes que mude para sempre.

Por vários anos na última década, os níveis de gelo na região durante os meses do verão, atingiram níveis de degelo nunca visto antes. Isto leva a questões de como será este novo Ártico, com o recuo e diminuição do gelo?

Estas mudanças estão transformando o Polo Norte rapidamente e na velocidade que isto está acontecendo, existe a possibilidade de quando as amostras dos cientistas forem coletadas e analisadas, já esteja tudo desatualizado.

O ecossistema no Ártico muda profundamente quando há menos gelo marinho. Para alguns organismos, esta diminuição da cobertura de gelo no verão, significa uma estação de crescimento prolongada, fazendo com que mais claridade alcance estes organismos. E isto tem enormes complicações que ainda não se sabe o real impacto que pode vir a ocasionar, pois antes, as estações aonde havia o crescimento de fitoplâncton e algas, era muito pequena. E uma estação aonde o crescimento é mais longo, pode significar em uma maior fotossíntese, com maior absorção de carbono e muito mais energia fluindo pelo ecossistema do Ártico como um todo.

Há ainda a questão de saber se estes organismos vão se adaptar a estas novas condições, já que podem vir a prejudicar toda uma cadeia dependente como peixes, focas e ursos. Além disso, a perda do habitat de gelo para estes animais, pode ser decisivo na sua existência.

À medida que a cobertura de gelo diminui, abre uma porta para que pesqueiros possam vir para o Ártico, pois há um enorme interesse em saber se existe peixes o suficiente para que a indústria invista neste ambiente. Um acordo entre a União Europeia, América do Norte, Ásia e outros países, visa identificar a possibilidade de pescar de forma sustentável nesta região.

Mas por ser um ecossistema extremamente sensível, sabe-se que a exploração da indústria pesqueira na região pode também vir a interferir ou destruir este meio. Assim cortando o suprimento de comida para focas e ursos.

 

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O que se sabe é que o Ártico segue com interferência humana a muito tempo. Cientistas e exploradores vêm para a região a mais de 120 anos. Além da influência de pessoas e navios, a ampla atividade humana tem alterado a composição da atmosfera, desequilibrando todo este ecossistema. Estimasse que o gelo pode vir a derreter totalmente na estação do verão até a década de 2020. Quanto menos gelo tiver, maior será o interesse humano pela região.

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