Quem foi que fez? Saiba quem está por trás de algumas invenções do nosso dia a dia

Quantas vezes só damos valor a um objeto de uso diário quando precisamos e não o encontramos em casa? Coisas corriqueiras como cortadores de unha, abridores de garrafas ou agulhas de costura. Mas quem teria sido a pessoa por trás destes pequenos objetos, tão úteis? Então paramos para descobrir, quem foi que fez?

Quem foi que fez :

O Cortador de unhas

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A muito tempo as unhas perderam a função de nos defender como garras longas e afiadas e passaram a ser vistas apenas como uma proteção para os dedos, que devem ser mantidas limpas, cortadas e tratadas semanalmente.

 O hábito de cuidar das unhas ganhou estatus social e significado cultural ainda nos tempos de Cleópatra a rainha do Egito que tinha por hábito limpar, lixar e pintar as unhas longas com rena avermelhada.

 Além disso, no império Romano, os homens frequentavam as barbearias onde tinham as unhas limpas e cortadas com tesouras. Apenas os cidadãos mais humildes, trabalhadores rurais e escravos possuíam as unhas sem cuidados específicos.

 Entretanto, na China, durante a dinastia Ming somente usavam unhas compridas, tanto das mãos quanto dos pés, eram os membros da realeza ou os grandes ricos.

Pois não precisavam executar atividades como lavar, cozinhar nem trabalhar na terra ou tratar animais. Desta forma apenas os servos tinham por hábito cortar e lixar as unhas.

Contudo, muitas mudanças e muitos anos depois, tratar as unhas e deixá-las longas ou curtas é uma decisão particular de cada individuo.

Atualmente os cortadores de unha são itens básicos de higiene assim como escovas de dente e sabonete. Mas quem foi que fez?

Inegavelmente as primeiras patentes de cortadores ou aparadores de unhas como eram chamados, por parecerem mais lixas do que exatamente com os cortadores que conhecemos, surgiram nos Estados unidos em 1875, sendo o primeiro pertencente a Valentine Fogerty.

Entretanto os desenhos de design semelhantes aos atuais são de Eugene Heim e Oelestin Matz registrados em 1881.

Estes senhores tiveram a inspiração de colocar a alavanca para facilitar o corte e adicionaram uma argola para prender o item ao cinto masculino.

 Porém foi somente em 1940 que William E. Basset criou o desenho atual, feito de um material mais barato e, portanto, mais acessível a todos que desejassem adquirir o seu invento.

 Desde então o pequeno objeto faz parte do dia a dia da maioria da população dos mais variados níveis sociais.

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Abridor de garrafa

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Quem nunca desejou uma bebida gelada num dia quente? A maioria de nós com certeza. Contudo a quem prefira uma bebida especifica: a cerveja.

Porém para abrir a famosa tampinha de metal, na maioria das vezes, é necessário o uso de uma ferramenta simples, o abridor de garrafa. Mas quem foi que fez?

Curiosamente tanto a tampinha de metal ou tampa coroa, quanto o seu abridor foram criadas pelo mesmo homem, o irlandes William Painter em 1891 nos Estados Unidos.

Entretanto antes de 1891, tomar uma bebida gelada e gaseificada era um desafio pois as garrafas eram fechadas com outros materiais como rolhas, tampas de cerâmica e até cera de vela.

Aliás, dependendo do material utilizado, quando em contato com a bebida, transformava o líquido em algo tóxico ao organismo.

Desta forma William Painter criou a tampinha de metal ou tampa cora com um revestimento de cortiça, que impedia o vazamento do gás e do liquido, além de manter a qualidade da bebida não produzia efeitos negativos a saúde.

Porém para abrir a tampinha foi necessário que ele criasse uma ferramenta especifica mas de uso fácil. Assim nasceu o popular abridor de garrafa, com o design muito similar ao utilizado atualmente.

Então William Painter faleceu em 1906, tendo vendido duas invenções para várias partes do mundo e adquirido uma enorme fortuna.

O Controle Remoto da TV

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Este pequeno aparelho revolucionou o conforto em frente a TV e, quando ele desaparece em meio as almofadas do sofá, é uma correria para saber quem vai encontrar primeiro e ter o “poder” de escolher o próximo programa.

Mas não muito tempo atrás para ligar ou desligar a TV, mudar de canal ou aumentar o volume era necessário que o telespectador fizesse isso manualmente, diretamente no aparelho de televisão.

Então em 1950 a empresa norte americana Zenith Radio Corporation inventou o “Lazy Bone” um controle ligado por um cabo à TV, que permitia ligar e desligar, mudar os canais e alterar o volume do aparelho sem a necessidade de se levantar do sofá.

Entretanto logo os engenheiros perceberam que o cabo causava certo descontentamento pois as pessoas acabavam tropeçando nele.

Assim em 1955 foi criado a versão sem cabo chamada “Flash-matic” que utilizava um feixe de luz para se comunicar com a TV e assim executar os comandos.

Porém este tipo de equipamento apresentava problemas, pois em dias ensolarados, a luz do sol acabava mudando os canais ou até ligando e desligando a televisão.

Então um dos engenheiros da Zenith, Robert Adler, teve uma brilhante ideia em 1955, criando o controle remoto que funcionava com feixes de ultrassom para se comunicar com o aparelho de TV.

Desta forma ele acabou com o problema dos dias ensolarados e criou a tecnologia utilizada até 1980, quando dispositivos infravermelhos substituíram os ultrassônicos.

Contudo o Dr. Robert Adler ainda detém cerca de 180 patentes de dispositivos eletrônicos dos mais variados tipos, mas continua sendo reconhecido como o pioneiro na invenção do controle remoto sem fio.

Créditos de imagem: Pixabay

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