Singapura é o primeiro país a sentenciar alguém a morte por uma conferência de vídeo

SINGAPURA PROFERE SENTENÇA DE MORTE POR VÍDEO CONFERÊNCIA

O ano de 2020 tem sido uma surpresa para todos nós. Não bastasse a pandemia do novo coronavírus, é preciso se adaptar a nova realidade. O distanciamento social, tem promovido inovações para minimizar todo esse impacto que estamos sofrendo. Fazer compras online, comum até então para apenas uma pequena fatia da população, tem crescido absurdamente em comparação com os anos anteriores.

Trabalhar de casa nos últimos meses, têm se tornado normal para muitas empresas e algumas delas até pensam em manter seus funcionários em home office após a pandemia terminar. Fazer vídeo conferência é o novo meio de se encontrar com os amigos e parentes, inclusive para o happy hour. Além disso, consultas de diversas áreas da saúde já estão sendo feitas por vídeo conferência.

 

A nova realidade de Singapura

Essa nova realidade tem feito com que as pessoas se adaptem as rotinas do dia a dia em função de todas estas mudanças que estão acontecendo. Em Singapura não foi diferente: pela primeira vez na história, uma pessoa foi condenada à morte, por vídeo conferência.

Punithan Genasan, um malaio de 37 anos, recebeu a sentença de morte pelo crime de tráfico de drogas praticado em 2011, no momento em que o país de Singapura passa por um rígido distanciamento social para tentar bloquear a propagação do novo coronavírus. “Para a segurança de todos os envolvidos no processo, a audiência do Ministério Público foi conduzida por videoconferência”, disse um porta-voz do supremo tribunal de Singapura.

O advogado do criminoso, Peter Fernando, falou que seu cliente recebeu o veredito em uma ligação feita pelo aplicativo Zoom e considera fazer uma apelação. A organização não governamental da Amnistia Internacional (AI), criticou o ato: “Seja via Zoom ou pessoalmente, uma sentença de morte é sempre cruel e desumana”.

Durante o rígido bloqueio imposto pelo governo de Singapura, que começou no início de abril e deve durar até o dia 1º de junho na tentativa de impedir a propagação do coronavírus, muitas audiências foram adiadas.

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Singapura é conhecida pela política de tolerância zero para drogas ilegais e já condenou e enforcou centenas de estrangeiros. Um caso muito divulgado no Brasil, foi a pena de morte por tráfico de drogas, auferida na Indonésia para o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte. Mesmo depois de diversas tentativas do governo brasileiro, pedindo a suspensão da pena de morte, ele foi executado por um pelotão de fuzilamento.

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Crédito imagem: Redação

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