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Veja as vantagens e desvantagens do botox para os mais jovens

O uso da toxina botulínica, também conhecida como botox, tem se popularizado devido a sua eficácia para combater e prevenir rugas e linhas de expressão. Nesse sentido, cada vez mais jovens têm aderido à técnica. Conforme pesquisa de mercado CivicScience, de 2023, cerca de 15% das pessoas com idades entre 18 e 24 anos experimentaram tratamentos cosméticos não invasivos, como injeções de botox, preenchimentos dérmicos ou peelings enzimáticos. Outros 12% nesta faixa etária disseram que pretendem experimentar.

Segundo a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, o objetivo da aplicação antecipada da toxina botulínica é tratar os músculos faciais que você usa com mais frequência, a fim de evitar a formação de rugas. “A remoção dos movimentos musculares da face resulta em uma redução das linhas de expressão e impede que uma ruga dinâmica se torne uma ruga estática. Mas a orientação médica é realmente fundamental, pois a indicação da toxina botulínica depende do diagnóstico da pele do paciente e não da sua idade”, explica.

Indicações para o botox preventivo

A médica explica que, no geral, a indicação da toxina botulínica com aplicação preventiva é feita a partir dos 25 anos. “Antes disso, é mais raro, mas temos que avaliar a necessidade individual do paciente”, acrescenta. Assim, caso o especialista identifique muitas expressões na mímica facial, o procedimento pode ser indicado a qualquer momento, independentemente da idade.

“Na consulta, devemos observar os pacientes, toda sua mímica, se são menos ou mais expressivos. Então, assim que essa força muscular aumenta e as rugas dinâmicas são muito frequentes, já é possível indicar a toxina botulínica”, acrescenta.

Além disso, um grupo que, geralmente, pode ter indicação para o tratamento precoce, de acordo com a dermatologista, é formado pelas pessoas de olhos claros, pois elas costumam, naturalmente, fazer contração na presença da luz.

“O paciente acaba fazendo o movimento involuntário de contrair a sua pupila, o que faz com que o músculo ao redor dos olhos se contraia também e comece a formar, por conta disso, as rugas. Então, em alguns casos, quando nós temos essas características, existe, sim, a indicação [do botox]”, diz a Dra. Paola Pomerantzeff.

Motivos para não interromper o tratamento

O problema de iniciar cedo a aplicação do botox é interromper o tratamento, o que não resulta em impactos adversos à saúde, mas os efeitos eventualmente desaparecem sem retoques. “Essencialmente, a toxina botulínica funciona ‘congelando’ os músculos que fazem as expressões, evitando que as rugas fiquem gravadas no rosto, mas os efeitos duram no geral de quatro meses a seis meses”, afirma a médica. Segundo ela, se o retoque não acontecer, a ruga da região que foi “congelada” poderá se formar.

Nem tudo se resolve com botox

A dermatologista alerta que muitos pacientes acreditam que a toxina botulínica resolverá todos os problemas relacionados ao envelhecimento. Porém, não é bem assim. “Há casos em que o paciente necessita de um maior estímulo de colágeno, o que pode ser conseguido com ultrassom microfocado, radiofrequência microagulhada ou lasers. Por isso, um dermatologista deve ser consultado. Como tudo na medicina, é preciso examinar o paciente, fazer um diagnóstico correto e só então decidir qual o tratamento mais indicado”, afirma.

Riscos de iniciar a aplicação de botox muito cedo

É preciso cuidado antes de iniciar a aplicação do botox, para que ela não ocorra antes do período indicado. “Assim, os pacientes pensam que a partir dos 20 anos o procedimento serviria para prevenir ainda mais rugas, o que pode não se confirmar se esse paciente não tiver realmente uma indicação para isso”, explica a médica.

A Dra. Paola Pomerantzeff explica que os riscos de iniciar esse tratamento muito cedo não são claros. “Mas estudos menores mostraram que há chances de produção de anticorpos, fazendo com que esse paciente não responda à toxina botulínica no futuro. Além, é claro, do desperdício de dinheiro, de tempo e uma aparência congelada”.

Neste caso, ela lembra que outros fatores podem ser considerados na prevenção e manejo do envelhecimento, incluindo diminuição dos compartimentos de gordura e queda na produção de colágeno.

Por Paula Amoroso

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