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Albert Einstein foi convidado para ser presidente de Israel

Imagem: Pexels/JESHOOTS.com

Albert Einstein, frequentemente lembrado por sua contribuição revolucionária à física com a teoria da relatividade, também teve um momento peculiar em sua vida que muitos desconhecem.

Além de sua renomada carreira científica, Einstein foi abordado com uma proposta surpreendente: tornar-se o presidente de Israel.

Este convite, embora honroso, trouxe consigo uma série de implicações e considerações para o famoso físico.

Após a morte de Chaim Weizmann, o primeiro presidente de Israel, o país se viu diante da tarefa de encontrar um sucessor adequado.

Foi nesse cenário que David Ben-Gurion, então primeiro-ministro de Israel, pensou em Einstein. A ideia era que, com sua estatura global e conexão com o povo judeu, Einstein poderia servir como uma figura unificadora.

No entanto, tanto Einstein quanto Ben-Gurion tinham reservas sobre a ideia. Ben-Gurion, reconhecendo a magnitude do convite, chegou a brincar sobre a situação, sugerindo que, se Einstein aceitasse, “estaríamos em apuros”.

A resposta de Einstein e suas razões

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imagem: pixabay

Ao ser abordado com o convite, Einstein hesitou. Ele sentiu-se lisonjeado, mas também reconheceu suas limitações. Em sua resposta ao embaixador israelense Abba Eban, Einstein expressou sua profunda conexão emocional com o povo judeu.

No entanto, ele também apontou sua falta de habilidades em lidar com pessoas e questões políticas, além de mencionar sua idade avançada como um fator limitante.

Ele acreditava que não possuía o “tato natural” necessário para a posição. Em suas palavras, ele sentia que não tinha a aptidão ou a experiência para “lidar adequadamente com as pessoas”.

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O legado de Einstein e sua relação com Israel

Apesar de sua recusa em assumir a presidência, Einstein sempre demonstrou um forte apoio ao Estado de Israel. Durante sua vida, ele defendeu a causa sionista e manteve uma relação próxima com líderes e intelectuais judeus.

Seu compromisso com a causa judaica e sua paixão pela paz e pelo conhecimento deixaram uma marca indelével na história de Israel e no mundo.

Embora ele nunca tenha assumido um papel político formal, sua influência e legado continuam a ressoar em Israel e em todo o mundo.

Einstein visitou a região várias vezes, expressando seu apoio à educação e à pesquisa científica em Israel. Ele acreditava firmemente que a ciência e a educação eram fundamentais para o progresso e a paz na região.

Sua relação com a Universidade Hebraica de Jerusalém é um testemunho disso. Ele ajudou na fundação da universidade e doou seus arquivos pessoais, tornando-se um dos maiores patrimônios da instituição.

Além disso, Einstein manteve correspondências com vários líderes israelenses, discutindo questões políticas, sociais e científicas.

Suas cartas refletem sua profunda preocupação com o futuro do Estado judeu e sua esperança de que Israel pudesse se tornar um farol de democracia e humanidade no Oriente Médio.

Ele também enfatizou a importância do diálogo e da cooperação entre judeus e árabes, acreditando que a coexistência pacífica era possível e essencial para a estabilidade da região.

Enquanto Albert E. pode ter declinado a oportunidade de liderança política em Israel, sua influência e contribuições para o Estado e seu povo são inegáveis.

Seu legado, tanto em ciência quanto em diplomacia, continua a inspirar gerações em Israel e em todo o mundo.

A proposta de presidência a Einstein é um testemunho da estatura e do respeito que ele comandava globalmente.

Embora ele tenha recusado o cargo, sua consideração e resposta ponderada ao convite refletem sua profundidade de caráter e sua dedicação à causa judaica.

Hoje, enquanto lembramos de Albert E. por suas contribuições à ciência, também devemos reconhecer sua profunda conexão com Israel e seu desejo contínuo de ver a paz e a prosperidade na região.

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