Mamonas Assassinas: 25 anos de saudades hoje

O dia 2 de março nunca mais foi o mesmo para muita gente, depois que a TV começou a transmitir o impensável: o acidente que vitimou todos os membros da banda Mamonas Assassinas, juntamente com outros passageiros do Learjet, o jato executivo fretado pela banda. Na ocasião fãs de todas as idades ficaram chocados e, hoje fazem 25 anos de saudades deste grupo que fez história. Mas para quem está chegando agora conheça um pouco dos Mamonas Assassinas e divirta-se.

Mamonas: o começo

Mamonas Assassinas

No começo em 1989 ainda com o nome de Utopia a banda contava com três integrantes: Bento Hinoto e os irmãos Sérgio e Samuel Reoli.

Já nesta época o foco do grupo era compor e cantar rock cômico, mas foi somente em 1990 quando Dinho e Júlio Rasec entraram para a Banda que eles se tornaram os Mamonas Assassinas.

Inegavelmente com influências de outros ritmos além do rock como o sertanejo, pagode romântico, heavy metal, forró e até músicas mexicanas e portuguesas, a banda Mamonas Assassinas gravou seu primeiro e único CD em estúdio no ano de 1995.

Assim, subitamente se tornaram um fenômeno musical arrecadando quase 2,5 milhões de cópias vendidas e arrebatando fãs no Brasil e no exterior.

Aliás os cinco jovens nascidos em Guarulhos no estado de São Paulo foram pegos de surpresa pelo sucesso meteórico.

Além de se tornarem sinônimo de diversão e irreverência graças as letras de suas músicas, as fantasias usadas nos shows e a personalidade descontraída.

Os integrantes do grupo também eram reconhecidamente acessíveis, espontâneos e gratos a todos os fãs e apoiadores de sua banda Mamonas Assassinas.

Mamonas Assassinas: o álbum

mamonas

O tão esperado álbum da banda, que leva o mesmo nome Mamonas Assassinas, foi lançado em 23 de junho de 1995 sendo premiado com o disco de diamante logo em seguida, um feito difícil principalmente para uma banda tão jovem.

Porém devido as canções terem um repertório com temas politicamente incorretos, mas ao mesmo tempo cheio de irreverência, até as críticas mais pesadas tocadas ao som do heavy metal se tornavam irresistíveis.

De acordo com Rodrigo Castanho, o produtor e técnico de masterização durante a gravação da demo

 “As músicas não estavam totalmente prontas e durante aquela gravação fomos arrumando os arranjos e letras. Dinho fez boa parte das letras durante a gravação das bases. Risadas e mais risadas. Bagunça total, eles eram divertidos, espontâneos e ali naquele momento nasceram as primeiras canções…”

Assim quando o empresário musical Rick Bonadio escutou as gravações trazidas por Castanho e, após muitas risadas, ficou decidido que “Minha Pichulinha” seria a primeira música tocada para divulgar a banda Mamonas Assassinas.

Com efeito a partir deste momento os Mamonas Assassinas começaram a fazer shows vestidos com fantasias de Chapolin Colorado ou presidiários e ainda com os cabelos coloridos, além de muita brincadeira nos palcos.

Inegavelmente o sucesso foi estrondoso ao ponto de fazerem mais de um show por dia todos os dias.

Até mesmo bandas famosas da época tinham receio se apresentar na mesma cidade e o no mesmo dia pois a multidão só queria ouvir Mamonas Assassinas.

Tanto que a maioria dos fãs que acompanharam a evolução e fama da banda até hoje, 25 anos depois da triste despedida, ainda se lembram do primeiro sucesso

Mina, seu cabelo é da hora,

seu corpão violão…

meu docinho de côco…

Tá me deixando louco…

Minha Brasília amarela,

tá de portas abertas…

Prá mó de a gente se amar…pelados em Santos…”

Além dos outros como: Robocop Gay, Vira-Vira e Jumento Celestino. Mas embora os Mamonas Assassinas divertissem o público de todas as idades, houve quem não aprovasse as letras politicamente incorretas das músicas e tentaram em vão boicotar shows e apresentações em programas de TV.

Entretanto ninguém parecia poder conter o sucesso do grupo e o amor dos fãs que lotavam suas apresentações e cantavam suas músicas com vontade entre risos e lágrimas de admiração.

Tanto que em janeiro de 1996 a banda conseguiu realizar o tão sonhado show no Thomeuzão em Guarulhos, local que anos antes os havia barrado a entrada.

Dinho, o vocalista, teria dito na época em tom de desabafo “nunca se deve deixar de acreditar nos seus sonhos, pois os Mamonas sempre tiveram o sonho de tocar ali e tiveram a porta fechada na cara.” Mas tudo tinha mudado e a apresentação deles foi para um público com 18 mil pessoas.

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Quando o sonho acabou

mamonas 1

Os Mamonas Assassinas estavam no ápice do sucesso, suas músicas tocavam em todos os lugares e estavam nas primeiras posições no ranking das rádios.

Porém no dia 2 de março de 1996 a banda voltava de um show em Brasília quando o jatinho da Learjet ao invés de fazer uma curva para a direita em direção ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, foi para a esquerda devido a uma sequência de erros fatais.

Assim o avião acabou batendo contra a Serra da Cantareira as 23h16 minutos de uma noite de chuva fina.

Então o sonho acabou para a banda e para milhões de fãs que não conseguiam acreditar naquele desfecho.

Surpreendentemente no dia em que aconteceria o acidente o tecladista da banda Júlio Rasec teria dito para o cabelereiro que tingiu seu cabelo de vermelho para o show “Nessa noite eu sonhei com um negócio assim… Parecia que o avião caía.”

Então agora 25 anos depois com toda a certeza eles ainda são lembrados pelos fãs com carinho.

E para aqueles que não conseguiram acompanhar os Mamonas Assassinas vale a pena conhecer as músicas cheias e duplo sentidos e politicamente incorretas.

Porém divertidas sim, para quem consegue ter maturidade para rir de si mesmo como os próprios Mamonas Assassinas sabiam fazer.

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