2 Mulheres assassinas em série e bruxas poderosas: conheça os seus segredos

Ao longo dos séculos as mulheres desempenharam inúmeros papéis. Já foram musas inspiradoras de livros e pinturas, guerreiras destemidas ao defender seus lares e até bruxas, portadoras de grande poder e conhecimento. Entretanto no século XVII duas mulheres em especial ficaram famosas. Conheça os segredos de Giulia Tofana e Catherine “La Voisin”

1. Giulia Tofana

toffana frasco

Giulia Tofana foi uma mulher que fez história na Itália do século XVII ,um período em que as mulheres costumavam ter apenas três destinos: Se casar sem amor, ficarem solteiras e acabarem se prostituindo para sobreviver ou conseguirem enviuvar cedo se tornado livres e respeitadas ao mesmo tempo.

Inegavelmente a maioria destes casamentos arranjados tendiam a ser abusivos.

As mulheres sofriam humilhações físicas e psicológicas sendo tratadas como objetos ou moedas de troca em diversas situações.

Desta forma acredita-se de Giulia Tofana tenha sido uma das muitas mulheres vitimas deste tipo de matrimônio.

De acordo com os pesquisadores, ela era filha de Thofania d’Adamo, executada em 12 de Julho de 1633 em Palermo, sob a acusação de ter matado o marido envenenado.

Entretanto, secretamente, Thofania teria deixado a receita do seu veneno para a filha Giulia.

Assim logo que se tornou viúva a moça partiu para Roma acompanhada de sua única filha Girolama Spara.

Aliás, por ter presenciado o sofrimento da mãe e enfrentado o mesmo tipo de casamento arranjado e abusivo, Giulia tinha grande empatia pelas esposas que desejavam fugir do matrimonio através da viúves, única forma de terem o respeito e a aceitação da sociedade sem um marido ao lado.

Veneno Aqua Tofana

Então ela e sua filha passaram a elaborar venenos requintados a partir da receita original de Thofania, até criarem a poção perfeita chamada “Aqua Tofana”.

Juntas e com o auxilio de cumplices comercializavam o veneno no mercado negro italiano.

A poção era incolor, insípida e inodora podendo ser misturada a qualquer alimento liquido ou bebida sem ser detectado.

Surpreendentemente o veneno permanecia invisível no organismo da vítima mesmo após a morte.

Segundo os registros da época, bastavam de 4 a 6 gotas para a dose ser letal e as esposas eram aconselhadas a misturar uma gota em cada porção de sopa ou taça de vinho.

Assim os sintomas seriam similares a doenças comuns da época como a desinteira, matando lentamente o individuo.

Desta maneira homens doentes tinham tempo de deixar documentos que garantissem a segurança financeira das viúvas e seus filhos.

O veneno era acondicionado em um belo frasco de vidro cujo rótulo possuía a inocente imagem de São Nicolau com o dizer “ Manna de São Nicolau de Bari“, cópia de um unguento popular para curar manchas da pele.

Então a “Aqua de Tofana” ficava disfarçada como um cosmético feminino, totalmente inofensivos e, incapaz de levantar suspeitas.

Entretanto após décadas de sucesso em ajudar as mulheres de todas as classes a matarem e saírem impunes, em 1650 tudo mudou.

Uma cliente se arrependeu do ato e acabou confessando ter colocado “Aqua Tofana” na sopa servida ao marido, que a entregou na mãos das autoridades.
Assim, após sofrer inúmeros abusos e torturas brutais, a mulher contou à polícia quem era a fornecedora do veneno.

Giulia Tofana juntamente com sua filha, agora chamada Astrologa Della Lungara, e mais três ajudantes, foram presos.

Todos foram executados no Campo de Fiori em Roma. Mas Tofana foi julgada como bruxa e após ser morta foi sepultada nas paredes da igreja local em 1659.

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2. Catherine Deshayes “La Voisin”, a mãe dos venenos

Desde criança Catherine Deshayes tinha contato com quiromancia e astrologia.

Assim aprendeu muito cedo a observar e “ler” as expressões faciais das pessoas facilitando seu trabalho de vidente.

Além disso conhecia as ervas capazes de serem transformadas em poções de cura e venenos.

Devido as suas práticas Catherine ficou famosa entre os membros da nobreza parisiense durante o reinado de Luís XIV, com suas poções de amor e amuletos da sorte.

A mãe dos venenos: “La Voisin”

Mas foi com a preparação e venda de diversos tipos de veneno que ganhou o nome de “La Voisin” a mãe dos venenos.

Principalmente entre 1660 e 1680 quando foram registrados inúmeras e misteriosas mortes por envenenamento dos homens ricos e idosos, amantes de mulheres mais jovens.

Os assassinatos, ao serem investigados pelas autoridades, ganharam o nome de “O caso dos Venenos” e assombrou os nobres franceses na época.

Aliás,o proprio rei teve sua dose de receio pois sua amante oficial, Madame de Montespan, também era cliente de “La Voisin”, segundo testemunhas.

Catherine também usava seus conhecimentos de poções venenosas para efetuar abortos e, sob influencia da amante do rei, organizava Missas Negras repletas de rituais satânicos.

De acordo com os registros, os rituais continham o sacrificio de bebês indesejados pelos pais, geralmente fruto de adultério.

Inegavelmente com a ajuda dos sortilégios de “La Voisin” madame de Montespan desejava voltar às graças de Luís XIV e retomar sua popularidade.

Contudo Catherine Deshayes foi denunciada juntamente com todos os seus cumplices, incluindo a amante oficial do rei Luís XIV.

Porém Madame de Montespan, apesar de ter seu nome ligado a Mãe dos Venenos não sofreu punições civis devido a influencia real, mas caiu em desgraça diante dos nobres.

Entretanto Catherine Deshayes foi acusada e julgada como bruxa e queimada viva em praça pública no ano de 1680.

Não há dúvidas que estas duas mulheres entraram para a história como as primeiras assassinas em série conhecidas, mas principalmente por serem tão inteligentes que quase viveram impunes.

Além disso seus conhecimentos de ervas lhes tornou lendárias como Bruxas de grande poder.

Créditos de imagem: Pixabay e Bing Images

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