Saiba quais são os 06 mistérios não resolvidos da pandemia do novo coronavírus

Desde a descoberta do novo coronavírus da China, a vida como se conhecia mudou completamente após identificado a pandemia. O reflexo dessa mudança já é possível ser visto na natureza: animais silvestres adentrando grandes cidades; águas de rios antes de cor poluída, agora transparentes; além da enorme redução na emissão de dióxido de carbono vistas pelas fotos tiradas de satélites.

Enquanto escrevemos isso, mais de 160 mil pessoas já morreram por causa do vírus em todo o mundo. Dia a dia, o número de contaminados aumenta em um ritmo não esperado, forçando os governos de diversos países a encontrarem meios de minimizar o impacto social e econômico causado pela pandemia.

Distanciamento social, quarentena, fica em casa, cloroquina, vacina; a cada dia que passa, uma nova descoberta é apresentada e uma nova esperança de cura aprece. A cada dia que passa, a esperança do dia anterior, fica no dia que passou.

A peculiaridade desse vírus é tão única, que ainda não se sabe totalmente como ele age, pois se espera que ele se comporte de uma forma, mas não é o que está sendo visto entre os pacientes.

 

Como o vírus se espalha?

Até o momento, o que se sabe sobre a transmissão do vírus é que para conter a propagação e diminuir a taxa de infecção entre as pessoas, foi adotado em primeiro plano, o distanciamento social. Apesar de eficaz na diminuição da curva de transmissão, por ser um vírus desconhecido, diversos novos estudos mostram que os meios de prevenção deverão melhorar para combater e acabar com a transmissão.

Mas o grande mistério desta pandemia do novo coronavírus da China é que não se tem certeza de como ocorre a transmissão do vírus de uma pessoa para a outra. Até então, pensava-se que para se infectar, bastava dar acesso ao vírus através do contato das mãos contaminadas à boca, olhos e nariz.

Infelizmente, uma nova pesquisa, sugere que o vírus poderia ficar pairando no ar por muito mais tempo do que imaginávamos, transmitidas por meio de aerossóis, quando pessoas falam e por isso, a recente necessidade da utilização de máscaras por toda a população.

 

Como alguns contaminados se recuperam?

Com o número de mortes de Covid-19 aumentando diariamente, os profissionais da área da saúde sabem como o vírus ataca o corpo humano e mata suas vítimas. Porém, o que ainda não se tem certeza, é como os pacientes se recuperam?

Quando se tem alguma doença, nosso corpo produz anticorpos para combatê-la e protegê-lo no futuro, caso você venha a ter a mesma doença. Alguns vírus, como o da Influenza, não produzem anticorpos permanentes e da mesma forma, um alto número de pacientes recuperados do novo coronavírus da China se apresentam da mesma forma.

Em um estudo feito na China, em um grupo de pessoas recuperadas do novo coronavírus, a maioria dos pacientes desenvolveu os anticorpos, porém, 30% dos pacientes recuperados, não apresentaram sinais destes anticorpos ou de qualquer outro que fosse responsável pela própria cura, não deixando claro como o corpo destas pessoas se recuperou.

 

Por que as crianças são tão boas em combatê-lo?

Desde o início da pandemia fomos alertados como o novo coronavírus afetava a todos de maneira diferente. Os grupos de risco, aonde estão inclusas as pessoas mais idosas, é aonde ocorrem o maior número de mortes. Isso se explica pelo fato de o corpo de uma pessoa idosa, não conseguir combater o vírus, principalmente, por ter sua imunidade mais enfraquecida.

Evidências epidemiológicas mostram que a infecção por SARS-CoV-2 em crianças é menos frequente e grave que os adultos. A expressão do receptor ACE2 relacionado à idade, a contagem de linfócitos e a imunidade treinada podem ser a pedra angular para revelar o segredo das crianças, como explicam neste artigo.

Apesar da boa notícia, geralmente, as crianças estão mais propensas a contrair infecções virais respiratórias, como a gripe comum. Esperava-se que pessoas com mais idade, que tivessem melhores mecanismos de defesa em seu organismo, pudessem combater o vírus com mais eficiência, no entanto, morreram em maior número do que crianças.

 

Sua evolução em humanos ainda é mal compreendida

O que se sabe até o momento é que o vírus da pandemia, tem origem nos morcegos, porém, ninguém sabe ainda como a cepa SARS Cov-2 (novo coronavírus causador da Covid-19) aprendeu a infectar humanos. A cepa da SARS clássica, demorou algum tempo até sofrer uma mutação para então causar um dano mais severo ao ser humano, diferente do vírus atual, que já sabia como infectar e matar desde o início, já que não mudou de forma considerável, desde o início da pandemia.

Não significa que esse vírus não seja mutante, a atual linhagem SARS Cov-2 não precisa se mudar para infectar ainda mais, pois já é capaz de fazer isso sem muito esforço.

 

Podemos infectar animais?

Diversas são as dúvidas que ainda temos sobre a pandemia do novo coronavírus. Sabemos que o vírus se originou em um animal, porém, até agora, não se sabe aonde e nem como o vírus foi transmitido ao primeiro paciente.

O que intriga mais ainda os cientistas, é que a forma do vírus disseminada entre os seres humanos, está sendo transmitida de volta aos animais, algo não previsto até o momento.

Recentemente, um tigre foi diagnosticado com a cepa do do novo coronavírus, juntamente com outros que apresentaram sintomas leves da doença. O que se sabe é que possivelmente a transmissão do vírus ao tigre tenha acontecido por um funcionário do zoológico assintomático.

Alguns animais de estimação também foram diagnosticados com a cepa do novo coronavírus, mas não apresentaram sintoma algum. Até o momento, parece que de alguma forma, apenas os tigres sofreram sintomas.

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Pessoas jovens também estão morrendo?

Estudos mostram que um percentual muito grande de pessoas apresenta pouco ou nenhum sintoma. E isso preocupa pois permite que o vírus se espalhe praticamente sem ser detectado entre este grupo mais jovem.

Pode até parecer algo bom o vírus ser assintomático para um determinado grupo de pessoas, mas não é. Já que dessa forma, ele atinge com mais facilidade os grupos de risco, principalmente aqueles aonde o alto índice de óbitos prevalece.

Ser assintomático e jovem, não quer dizer que estão imunes, pois muitos destes jovens estão morrendo com o vírus. Se fosse possível identificar os sintomas, mesmo os mais fracos no seu estágio inicial, o vírus teria muito mais dificuldade em se disseminar, já que ao pessoas poderiam se colocar em quarentena para não transmitir para outras pessoas.

Crédito imagem: pixabay

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